25 de fevereiro de 2011

O si em cada

Julgo ser o sentido de si que faz e constrói o cada, com a força e poder do cada que se limita a construir a natureza de si.
Percorremos um caminho armado, irrisório e caustico. Todavia, a natureza de si, ao contrário da da ciência, encontra-se em si mesma: na natureza, mas na de um cada.
É por aqui que a dificuldade em delimitarmo-nos ou descrevermo-nos, ou até a real impossibilidade de não nos descobrirmos a cada passo, faz com que sejamos o mar e nunca, jamais, a planície.
Inunda, o prazer constante, o sentimento e sentido da razão permanente e duradoura. Contento-me com a tragicidade e, pelo menos aqui, sei que este sou eu.
Estranho ou não, nunca me confundo. Distingo-me na multidão e louvo o mergulho na solidão na solidão da luta e da revolução. No entanto, a percepção de conjunto começa a ganhar sentido. Mas, na verdade, o mundo... o mundo nunca parou.

20 de janeiro de 2011

O sonho da luta na luta do sonho

Porque sinto que a luta se faz no caminho faminto do sonho.
Considero real o sonho, por mais abstracto que seja, uma vez que tudo o resto não vale nada. Sim, é com o sonho que me alegro e me torno alguém.
Pois bem, se a minha vida é a luta e o lutar, por mim e pelos meus ideais, o meu sonho é alcançar a minha glória. No entanto, cuidado, talvez a minha glória seja, em muitos casos, criadora dum império infeliz e confuso, mas a minha nobre satisfação.
Sinceramente, sei o que quero, reconheço meus sonhos. Todavia, a resposta ao como será sempre imprevisível.

5 de janeiro de 2011

O Corredor do Vento, numa claustrofobia em si mesmo

Talvez um simples corredor, ou talvez não! Entramos no dilema do meio cheio ou meio vazio, do meio feito ou meio por fazer. De facto, na displicência da vida nem tudo nos faz sentido em certos momentos. Serão eles de horror ou de, simplesmente, pura vida?
Uma passadeira vermelha não tem,certamente, mas, não duvido que não passa de um corredor!
Sim, neste corredor alguém corre, corre como se sentisse que a viagem está a meio de acabar, mas esquece-se, ou faz por esquecer que ainda apenas meia está percorrida!
Alguém corre, corre e continua a correr, bravo, lutador, consciente e ambicioso, mas o sentimento fraco em si faz com que ele não seja eu!
Por vezes, quando mais empolgado, corre e faz correr, estraga penteados, acentua os olhos semi-fechados da generalidade, mantendo os meus, sempre, semi-abertos.
Claro, que vento tão duro e marcadamente vigoroso, que corredor tão profundo a percorrer!
Caríssimos, nesta questão do corredor, entre nós e o vento, a única diferença é que ele vive, morre e, sim, renasce. Já nós, por mais naturais que sejamos, deixemo-nos de clichés, chegamos a certa altura, na passagem pelo corredor, e aprendemos a morrer.
Honestamente, julgo que a bravura e desinquietação do vento se prende com o facto de estar "claustrofobicamente" inserido em si mesmo e não, eu não consigo sustentar.
O vento parece temer a sua essência, o seu verdadeiro ser. Todavia, eu apenas sei, concretamente, que a cobardia é vitalmente utilizada, mas sempre por mim criticada.
Na verdade, eu sei, sei que o caminho é sinuoso, qualquer que ele seja, mas talvez o vento me deixe os olhos sempre meios abertos!

15 de dezembro de 2010

Na sombra da Sociedade

Um caminho sombrio, rasgado pela sombra do sol que não penetra, atravessado pela imensidão de alguéns vestidos de negro e de múltiplas cores. Sim, sem dúvida, não vejo maior motivo para caminhar.
Todos os dias, faça-se o que se fizer, somos capazes de nos deparar com muitas coisas que nos custam ver, que nos custam compreender. Todavia, eu, na minha pessoa, ainda me atrapalho, quase que apenas, comigo mesmo. Talvez não perceba os porquês ou talvez me custe entendê-los, mas, de facto, o orgulho existe mesmo na falta de compreensão.
Sinceramente, não me cabe na cabeça as motivações que levam alguém a debruçar-se sobre os cinismos da vida , pretendendo seguir, cegamento, mas de olhos bem abertos, aquilo que não são e tão pouco desejavam ser. É surreal que a entrega da personalidade, nos dias que correm, seja tão leviana e instrumental que, quase, muita gente, já o faça por instinto.
Uma coisa, caros leitores, vos posso garantir, se fosse como estes, não seria o que sou e o que sou deve-se ao trabalho que comigo faço todos os dias, olhando para mim.
Por vezes, sim, ocorre-me olhar para sociedade comum, mas o terror é tanto que acabo a preferir fechar-me em mim, lutando para que tudo mude. Fazer sentido ou não depende daqueles que interpretam as minhas e as palavra daqueles que talvez consigam ser meus inimigos, inimigos da palavra.
Para concluir, se me permitem, os desafios nunca são poucos e, para mim, dizer-vos que a minha vida não passa nem quero que passe de uma constante luta é um orgulho imenso, porque todos os dias encontro motivos novos ou semi-novos para o fazer.

JMP

14 de novembro de 2010

Eloquência natural

Olhando pela minha janela, observando o exterior, deparo-me com o balanço tépido de umas árvores que parecem querer dizer algo, mas calam no imenso movimento que praticam. Basta apenas uma simples rabanada de vento para que estas demonstrem a sua essência, nada dizendo, nada retorquindo para a vida.
É desta forma que ao observar estes elementos da natureza, sei que nada vejo, mas que vejo a realidade. A realidade de um mundo fraco e tremido, de uma sociedade parca em valores e pouco exigente. Provavelmente, está na moda (e porque se assim for nada há a fazer) retirar de moda os valores intrínsecos, regentes de uma comunidade. Na verdade, vivemos perante uma perspectiva economicista que apenas dá valor à distribuição do produto, desde que essa distribuição seja bem feita, ou seja, seja feita com enorme desigualdade e sem rigor.
Tal como a humanidade, estas árvores também irão morrer, também precisam de água para beber e de nutrientes para se alimentarem. De facto, um percurso de necessidades muito idêntico ao do Homem. No entanto, meus amigos e leitores, veja-se que até o são no comportamento. Abanam, mexem, batem as folhas e nada dizem. Parece-me um pouco como um comício politico: as pessoas abanam-se na desconfortáveis cadeiras destinadas à população, mexem-se e remexem-se à medida que os discursos as vão incomodando e o seu corpo vai ficando dormente, batem palmas mesmo não tendo percebido metade do que foi dito, mas... mas nada dizem para mudar!
Meus caros, não me restam dúvidas! O problema da nossa sociedade está na fraca capacidade de compreensão que o povo revela. Não tenho problema em admitir: julgo-nos um povo inculto e fragilizado.
Ao fim da tarde, ao olhar pela janela, as árvores lá estão, como que a observar tudo em seu redor, mas, surpreendentemente, já não mexem nem abanam, o vento parou...

31 de agosto de 2010

Um ópio, um desastre...

Absolutamente incrível e “cabrónico” o ópio do povo. Falo da religião e da crença e fé em toda a igreja, em todo o símbolo religioso.
Inocentes ou não (mais de acordo), entregam-se a uma figura pespegada numa cruz, dizendo bem forte: “ Sou teu, guia-me! Servir-te-ei!”. Escravatura? Ditadura? Qual destes o melhor? Será preciso refutar bem alto que a Idade Média e/ou os tempos de Salazar já lá vão? Tantas perguntas e nenhuma resposta, nem mesmo por parte daqueles que bem por dentro destes assuntos vivem e assentam.
Eu, e porque este é o meu espaço e aqui posso exprimir-me, tal como em todo o local do mundo, digo, caros leitores, que é absolutamente infeliz o facto de o ser humano (que tanto luta pela liberdade) se entregar a algo ou alguém , talvez alguma coisa, que dizem postular igualdade e amor e que, no fim, apenas desencadeia luta, guerra, relações de inferioridade/superioridade e destruição.
Na verdade, julguei e julgava que o mundo estava livre. Livre de repressão, livre da censura, mas pelos vistos não e simplesmente porque as pessoas não querem! Alguém julga que isto pode mudar? Já se esqueceram como era nos tempos da monarquia? Será necessário um livro de História??? Pois bem, ISTO nunca mudará! Se calhar, ao longo dos tempos, e porque o mundo foi mudando e (talvez) evoluído, todas estas “cabronhices” foram atenuadas, mas, simplesmente, porque lhes foi retirado grande parte do seu poder. Agora, hoje em dia, eles bem tentam, tentam... ir ganhando espaço para tentarem voltar a crescer, mas não podemos deixar. Eles são prepotentes, irrisórios, transeuntes e falsos. Se não, vejamos aquelas pessoas que aos Domingos se dão ao luxo (dizem elas) de se levantar cedo para ir à missa (das 11h:00min até às 12h:00min) apenas para tentarem ficar ilibadas dos pecados que cometeram a partir das 12h:01min do Domingo da semana anterior. Enganam-se a eles, e a quem pensa que eles naquilo acreditam. O que será isto?
Tenho sorte, tenho sorte de não me cansar de lutar, tenho sorte de ter a idade que tenho e poder pensar que muitos anos me restam para lutar. Eu sou livre e, não escondo o desejo de querer ver o mundo livre. Quebrar as mais diversas selas e prisões cansá-las e enfrentá-las é, uma das formas para atingir a liberdade de viver. Eu também acredito e tenho crenças, confio em mim, porque, pelo menos, ao olhar um espelho, a minha imagem reflecte e quando falo, a minha voz faz-se ouvir.

20 de junho de 2010

A viagem em mim

Sinceramente, naquilo que me diz respeito, uma viagem é e tem de ser sempre muito mais que um simples passeio, muito mais que uma simples viagem. Assim, cada viagem tem de ser encarada como A viagem.
Considero que todos os dias viajamos, dentro de nós e dentro de uma sociedade que nos rodeia e consome dia após dia. E sim, reflectindo sobre cada viagem que faço, seja para onde for, julgo que me desenvolvo e me vou conhecendo, a mim, quando penso que nada mais há para conhecer. Feliz ou infelizmente, quem sabe, ao viajar descobrimos outros povos, outras nações, outros costumes, enfim, simplesmente outras pessoas, diferentes ou iguais a tudo aquilo que sempre imaginámos.
A meu ver, julgo que devemos viver com o sentimento “prazeroso” de um mundo idêntico ao do “Peter Pan”, um mundo de sonhos e viagens constantes, na busca pela felicidade.
Uma viagem deve ser, assim, um momento de prazer e felicidade, um momento de busca e de complexidade, no qual nos devemos sentir bem, um momento de conquista, qualidade de vida e bem-estar.
Todavia, o problema surge quando este prazer, esta felicidade e este bem-estar não se alcançam. Aí, a vida deixa de ter o seu sentido lógico, a vida deixa de ser vida, porque ela é uma constante viagem, onde o normal não é normal e a irreverência tem de vir ao de cima.
Aqui, pretendo deixar bem claro que não tenho destino e apenas viajo por onde me levo e conduzo, viajo vivendo. Tendo, simplesmente, aprender a viver, para poder viajar.